Blocos econômicos, Nafta

Blocos econômicos, Nafta

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(Este artigo é parte integrante da série especial sobre Blocos Econômicos. Para acessá-a clique aqui).

Na terceira parte de nossa série especial vamos falar de um importante bloco econômico das Américas. Vamos lá.

Bloco Econômico: NAFTA.

Nome: Tratado norte-americano de livre comércio.

Nafta: North America Free Trade Agreement

Países membros: Estados Unidos, Canadá, México e Chile (somente como membro associado).

Idioma oficial: Inglês, francês e espanhol.

Com as transformações econômicas mundiais se fez necessário uma maior interação entre os países de todo o mundo a fim de se facilitar o comércio de mercadorias, a troca de serviços e a criação de valor entre os países. Como já vimos no último artigo, a Europa no intuito de se fortalecer criou o maior bloco econômico do mundo, e frente a esta grande potência os Estados Unidos se viu obrigado a oficializar um bloco com seus parceiros territoriais como resposta ao grande grupo formado na Europa.

O Nafta começou a vigorar no dia primeiro de janeiro de 1994, porém a ideia da criação de um bloco norte americano já vinha sendo desenhada desde os anos 80.

Em resposta à criação da União Europeia, os Estados Unidos e o Canadá começaram a estudar medidas de livre comércio e redução de taxas alfandegárias para poder beneficiar a economia de ambos os países. O acordo inicial visava a criação de medidas para que fossem beneficiadas as empresas e indústrias dos países uma vez que a livre comercialização destas tornaria o mercado mais competitivo, foi quando o México em 1992 se interessou pelo acordo e começou as negociações para poder fazer parte do bloco.

Diferente de outros blocos econômicos, como a UE que tem o objetivo da integração social e econômica da Europa, o Nafta se limita ao campo comercial sendo ele um acordo firmado para desenvolver a economia de seus membros. Dentre seus principais objetivos podemos citar:

  • Garantir o livre comércio entre os países membros;
  • Aumento da exportação entre os países membros;
  • Redução dos custos e tarifas comerciais dos participantes; e
  • Desenvolver a economia dos países membros.

O Nafta trouxe diversos avanços na parte econômica para seus membros. O México foi um dos maiores beneficiados uma vez que os EUA são o seu maior mercado consumidor, além da geração de empregos que foi ocasionada pelas empresas canadenses e americanas que atraídas pelas vantagens dos tratados acordados foram se instalar no México.

Os EUA e Canadá por sua vez se beneficiam com o vasto mercado consumidor mexicano a quem podem direcionar seus produtos e serviços além do fato do México fornecer petróleo de forma menos custosa para os outros membros do bloco.

Desvantagens do Nafta

Como nem tudo são flores, há algumas questões que fazem do Nafta um empecilho para seus membros. Desta lista podemos citar algumas como o desemprego gerado pelo fluxo de empresas que foram ao México em busca de mão de obra barata, a dominação econômica dos EUA sobre os outros dois países por conta da soberania econômica, a competitividade desleal dos produtos canadenses e americanos com os mexicanos dentre outros problemas.

Como todo bloco o Nafta possui vantagens e desvantagens para seus membros, a solução é se trabalhar em conjunto para se ter um desenvolvimento igualitário e eficaz para todos os países.

Curiosidades:

O Chile vem negociando sua entrada no bloco para poder usufruir das vantagens comerciais dos participantes, atualmente ele é um membro associado do Nafta. A população do bloco é de cerca de 418 milhões de habitantes e seu PIB já chega a 10,3 tri. de dólares.

(Quer saber como um bloco econômico é formado? Então clique aqui e descubra).

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Até a próxima!

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Graduado em Ciências Contábeis, possui MBA em Investment Banking e está agora iniciando seu mestrado em economia. Atualmente trabalha no mercado financeiro e escreve os blogs com o objetivo de ajudar as pessoas a conhecerem um pouco mais acerca do mundo econômico, contábil e administrativo e sobre tudo o que isto implica.

13 COMMENTS

  1. Falta muita informação ao autor desse texto a respeito da situação econômica, política e social que enfrenta o México hoje por conta desse acordo. Nafta foi ótimo para os EUA apenas, que teve carta branca para explorar um país de estado fraco como o México.

    • Caro Juliano,

      Muito obrigado pela interação com o blog! Prezamos sempre a participação de nossos leitores!

      Sobre seu comentário, nós estudamos exaustivamente os assuntos antes da publicação destes e tentamos sempre passar o maior número de informações aos nossos leitores. Acerca do acordo entre os países, temos que entender que em um acordo econômico é mais do que óbvio que cada um dos países tentará “puxar a corda” para o seu lado, no entanto, na maioria dos casos há o que chamamos de “acordo ganha-ganha” onde todas as economias participantes se beneficiam.

      No caso da economia mexicana, houveram de fato diversos avanços decorrentes de uma maior interação política/econômica após a criação do NAFTA. Entre elas, podemos destacar o crescimento do PIB que saiu de US$ 344 Bilhões (1995) para US$ 1,26 Trilhões (2013). O IDH, índice que mede a qualidade de vida nos países também saiu de 0,647 (1990) sendo considerado um IDH médio e avançando para 0,756 (2013) considerado um IDH alto. Em aspectos econômicos, também houveram avanços significativos nos setores de infraestrutura, logística, industrial (principalmente automotiva) e no de comércio exterior, transformando a economia mexicana na queridinha da América Latina, prova disso é a inclusão desta no acrônimo MIST (México, Indonésia, Coréia do Sul e Turquia), sendo estas economias consideradas as grandes promessas para o futuro.

      Com os exemplos acima, espero ter aberto um pouco mais sua visão acerca de como o tratado do NAFTA foi benéfico ao país, porém, sem desconsiderar ou desmerecer que sim, houveram alguns malefícios ao país, comuns a todos os acordos comerciais.

      Abraços.

      Denis Ferreira
      Editor chefe.

      • Faltou apenas não se basear em dados manipulados pra atender a interesses específicos e focar no verdadeiro resultado do acordo. O PIB cresceu sim, mas a pobreza disparou muito mais, e a exploração de mais de 90% do povo mexicano que em outros países seria considerado trabalho escravo. Atualmente, as preocupações econômico-sociais incluem baixos salários reais, o emprego precário de grande parte da população, a desigualdade na distribuição dos rendimentos bem como as escassas oportunidades de melhoria de vida da população ameríndia dos estados empobrecidos do sul do país, inflação fora de controle. O país continua a debater-se com problemas de controle econômico e desenvolvimento, particularmente no setor petrolífero e hoje é totalmente dependente dos EUA. A corrupção e violência com raízes no narcotráfico tornaram-se também um problema sério nos últimos anos. As eleições desde Carlos Salinas tem evidências de fraudes, e os líderes mexicanos são apenas marionetes nas mãos do poder privado. A maior taxa de estupros, narcotráfico, homicídios, custo de vida cada vez mais alto, e poder de compra do salário cada vez menor. Coloque TLCAN (como é conhecido o Nafta no México) e veja por relatos dos próprios mexicanos o que esse tratado transformou o país. Benéfico o Nafta foi pra 1% da população mexicana, e com certeza muito benéfico pros empresários americanos, pra grande maioria está sendo um caos, um total desastre, e mesmo com o PIB aumentando exponencialmente, cada vez mais pessoas estão na miséria, e um governo fraco e corrupto não pode fazer nada pra mudar isso. Esse texto que vocês postaram é o único na web que fala do Nafta como algo positivo aos mexicanos, mostra pra qualquer mexicano e vão rir dessa historinha que vcs compraram. Querem pintar um quadro bonito pra defender um ponto de vista liberal mas escolheram o tema errado. Como fonte de pesquisa, esse texto é um desserviço a qualquer acadêmico!
        Da próxima vez, tentem pelo menos ser imparciais!

        Um abraço,
        Juliano Macarthy

        • Olá Juliano,

          Felizmente a equipe Economia sem Segredos estuda exaustivamente os temas a fim de trazer conhecimento aos seus leitores e seguidores. Nos textos buscamos trazer imparcialidade aos temas, no entanto, preservamos nosso direito de expor a situação com um viés liberalista, posição econômica que nós do site compartilhamos.

          Os dados do artigo foram retirados de fontes confiáveis e de grande circulação, tanto no âmbito nacional como internacional para que o leitor tenha conhecimento não só da opinião de jornalistas brasileiros, mas de vários lugares, incluso mexicanos.

          Apreciamos o debate ideológico que você trouxe ao site como forma de elucidação de diferentes pontos de vista, como você expôs acima. Vale ressaltar, no entanto, que apesar de sua posição ser contrária ao NAFTA, há benefícios apurados em todos os países que fazem parte do bloco que não podem ser ignorados. O México, como um país emergente, possui sim dificuldades tais como qualquer país que esteja em ascensão e nenhuma posição deve ser radicalizada do tipo “lá está tudo ruim e é tudo culpa dos EUA.

          Esperamos que você continue acompanhando o blog para sempre ter outros pontos de vista.

          Abraços.

          Denis Ferreira
          Editor chefe.

  2. Parabéns pra quem vez esse post, graças à ele meu professor de geografia elogiou bastante a apresentação do meu grupo…
    vlw ae.

  3. Ameeiiii!! Por ser um blog, entendo como vestibulanda, que não tenho todas as informações necessárias, entretanto, na minha humilde opinião, adorei o post e achei bem proveitoso!

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