Diversificação de carteira – Investimentos em ações.

Diversificação de carteira – Investimentos em ações.

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Para quem está começando a investir sempre fica o medo de sair com menos dinheiro do que se começou. Mas por que este medo? Bom a resposta é simples quando se olha para milhares de histórias de fracassos aonde pessoas perderam suas poupanças, economias e até bens quando se aventuraram a investir.

A maioria das histórias de fracasso possuem os mesmos três personagens: Falta de conhecimento, alocação de todo dinheiro em um só ativo e falta de disciplina. Estes ingredientes certamente não poderiam resultar em um bom negócio é claro.

Em diversos artigos recomendo que antes de começar a investir o mais importante é conhecer todos os riscos envolvidos no investimento, saber seus prazos de retorno e estudar exaustivamente sobre o mesmo até se sentir seguro. Um pequeno investidor que apenas ouviu um amigo ou seguiu a dica de um “guru” do mercado vai certamente perder seu suado dinheirinho.

Recebo muitos emails de pessoas que perguntam como se prevenir destes perigos e a minha resposta é sempre a mesma:

Diversificação de carteira.

Certamente você ouviu este conselho de sua avó que diz para nunca se colocar todos os ovos na mesma cesta, pois se ela cair você perde todos os ovos. Bom, no mundo dos investimentos não é tão diferente. Se arriscar com todo seu capital em apenas ações de uma única empresa, por exemplo, isto certamente te deixará exposto a todo o risco que aquela empresa sofrer.

Se amanhã aquela empresa perder seu faturamento ou se descobrir que ela está envolvida em um esquema ilegal, ou até pior… a empresa vem a falir! O valor das ações irá despencar e junto com eles o dinheiro que você possui investido.

Separamos aqui um passo a passo para você seguir na hora de escolher e montar uma boa carteira:

1-      Entenda seu perfil de risco:

Entender seu perfil de risco é o passo mais importante para se montar uma carteira de investimentos. Quando você conhece o risco que você está disposto a correr você consegue mensurar melhor a proporção de que cada investimento fará no total de sua carteira.

Por exemplo: Perfis de risco conservadores (aqueles que aceitam um retorno menor, porém uma maior segurança) devem alocar seu dinheiro em investimentos em que o investidor não corre o risco de ter seu patrimônio deteriorado.

(Descubra qual o seu perfil de risco clicando aqui).

2-      Entenda qual o tempo de retorno esperado:

Conhecer e entender qual o prazo em que você espera ter o retorno para os seus investimentos é fundamental. Uma boa dica para isto é estipular metas, por exemplo: Eu quero comprar um carro em 2 anos ou quero ter minha casa em 5 anos.

Saber o prazo de um objetivo te ajuda e escolher melhor os investimentos que você alocará em sua carteira e também a ajustar os investimentos às suas necessidades.

3-      Estabeleça uma porcentagem de sua renda:

Dizer que você irá investir 100% do que você ganha é irracional. Primeiro porque a maioria de nós possui despesas que comprometem nosso orçamento mensal e segundo que mesmo que você consiga guardar todo o seu salário isso não é recomendado. Deixar de aproveitar a vida para juntar dinheiro nunca é um bom objetivo, pois as tentações te farão logo mais abandonar seu plano de investimentos.

Uma boa dica é separar 10% de sua renda para começar, se manter fiel a esta porcentagem e gradativamente aumentar quando possível. Lembre-se, disciplina é um dos grandes desafios de quem é um bom investidor.

4-      Defina o percentual de cada investimento:

Uma vez que você sabe seu perfil de risco é importante você definir qual será a porcentagem de cada investimento em relação ao total de seus investimentos. Vamos trabalhar com um exemplo para melhor explicar:

Digamos que uma pessoa possui um perfil de investidor Conservador e que ela possui R$10.000,00 para investir. Vamos imaginar também que esta pessoa tem o objetivo de comprar um carro em dois anos e consegue guardar R$300,00 por mês. Uma vez que ela preza mais a proteção do que altos retornos e estipulou um prazo de dois anos para utilizar o dinheiro poupado, temos que pensar em uma carteira que corresponda a todos as nossas necessidades.

Uma boa carteira para esta pessoa seria:

Disponível:                                         R$10.000,00

Renda fixa c/ liquidez:                     R$ 4.000,00         – 40%

Renda fixa s/ liquidez:                     R$ 3.000,00         – 30%

Renda variável c/ liquidez:             R$ 2.000,00         – 20%

Renda variável s/ liquidez:             R$ 1.000,00         – 10%

No exemplo acima a pessoa tem investimentos com e sem liquidez e a carteira atende a sua necessidade de perfil conservador, pois possui 70% de sua renda em investimentos de renda fixa (quando se sabe o valor que se vai ganhar ao fim do investimento) e uma pequena parte (30%) em renda variável.

Podemos observar também que grande parte do valor total possui liquidez, ou seja, se o investidor precisar retirar o dinheiro ele conseguirá sacar o valor investido a qualquer momento.

Este é um pequeno exemplo de como estruturar sua carteira de investimentos, lembrando sempre que se deve procurar uma corretora e um agente de investimentos para que estes possam te auxiliar na hora de investir.

Para mais informações de riscos e retornos leia nosso artigo:

Risco, rentabilidade e liquidez.

Também recomendamos a leitura do nosso artigo que auxilia nos primeiros passos de quem quer investir:

Investimentos, como começar?

Vale também sempre lembrar que nós desenvolvemos uma planilha de despesas para te ajudar a controlar suas finanças e a poupar e investir! Para realizar seu download basta clicar aqui.

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Até a próxima!

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Graduado em Ciências Contábeis, possui MBA em Investment Banking e está agora iniciando seu mestrado em economia. Atualmente trabalha no mercado financeiro e escreve os blogs com o objetivo de ajudar as pessoas a conhecerem um pouco mais acerca do mundo econômico, contábil e administrativo e sobre tudo o que isto implica.

4 Comentários

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