EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA, O PROCESSO I.

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Desde os tempos mais primórdios a evolução tecnológica foi a responsável pela expansão dos seres humanos e pela dominação destes sobre os demais animais no planeta. Tudo começou com a descoberta da produção e controle do fogo, depois da criação da roda, depois das ferramentas de caça e nunca mais paramos de nos inovar.

A palavra tecnologia nem sempre está relacionada a computadores e máquinas, como muitos podem pensar. Um dia tecnologia foi a descoberta de como plantar e colher para não ter mais que ficar vagando em uma terra a outra como os nômades faziam antigamente.

Grandes passos foram dados e muitos deles aconteceram como uma explosão. Este é o tema de nosso artigo de hoje.

Os primeiros passos.

Quando acontece o start de uma revolução é muito difícil de dizer ou mensurar, mas na maioria dos casos ela acontece com a necessidade de otimização de um produto ou processo. Foi assim que se iniciou a Revolução Industrial que segundo historiadores foi o evento mais importante na história da evolução humana.

Antes dela, era comum haver poucos artesãos que cuidavam de todo o processo produtivo dos mais diversos produtos utilizados no sec. 18. O sapateiro, por exemplo, era quem comprava o couro e a madeira (suas matérias primas), quem preparava os moldes, cortava os tamanhos, montava o sapato e o vendia depois aos nobres.

Todo este processo era lento e custoso sendo que por muito tempo, comprar um determinado produto era uma coisa cara e destinada somente a poucas pessoas que pertenciam a uma classe financeiramente superior à época, enquanto os camponeses em geral viviam com o mínimo necessário.

Como não haviam muitos artesãos, tampouco lugares para se aprender tal ofício, muitas das “empresas” eram passadas de pais para filhos e determinadas famílias eram conhecidas por determinado serviço.

Foi quando no fim do sec. 18 que as coisas começaram a mudar. Com uma economia liberal mais voltada ao mercado, os nobres (detentores de dinheiro da época) enxergaram possibilidades de ganhos em aplicar seu capital em maquinário e pessoal para a produção em massa dos produtos demandados.

O pontapé se deu no Reino Unido, o lugar perfeito para a eclosão da revolução. Não só um dos reinos mais ricos na época, ele também tinha a combinação positiva de mão de obra barata, burguesia com grana no bolso, e as commodities do momento: ferro e carvão.

Para completar a história um escocês chamado James Watt inventou aquilo que pôs fim ao trabalho artesanal, a máquina a vapor. Depois dessa o mundo nunca mais foi o mesmo. Trens, máquinas de extração, máquinas de costura e muitas outras aumentaram a capacidade de produção e transporte, levando o mundo a um salto tecnológico e produtivo sem precedentes.

A produção se tornou barata e o acesso aos produtos pela população como um todo se expandiu. Antes um produto artesanal destinado às camadas mais altas da sociedade agora podia ser adquirido pela grande maioria. Outro ponto positivo da revolução industrial foi a expansão das cidades e de sua população, que agora empregada detinha renda o suficiente para melhorar sua qualidade de vida.

A segunda e maior expansão.

Com os avanços obtidos com a primeira revolução industrial, o mundo todo começou a se beneficiar dos resultados da produção em massa. Com os donos das fábricas ganhando dinheiro, outros investidores se sentiram tentados a aplicar também seu dinheiro em novas tecnologias para maximizar seus ganhos.

Este foi o início da segunda revolução industrial, com a expansão das ciências químicas, elétricas e industriais, levando assim a utilização de novos pilares para mais um salto tecnológico: os metais e o petróleo.

Com a invenção do motor de combustão interna no sec. 19 (o que tem nos carros de hoje), foi possível maximizar as máquinas existentes e aperfeiçoar todos os processos de produção. O petróleo foi o combustível escolhido e assim ele se tornou uma coisas mais cobiçadas e preciosas do mundo.

Sobre este período, focando na parte das indústrias, eu gostaria de destacar uma pessoa em especial: Ford.

O homem certo na hora certa

Sempre há um meio de inovarmos e melhorarmos os processos. Foi com essa ideia que Henry Ford, um empreendedor americano, pensou em como poderia otimizar a produção em massa para alcançar dois objetivos: dar a oportunidade de compra a todos com um preço acessível.

(Quer saber mais sobre Ford? Clique aqui e veja nosso artigo sobre ele).

Ford foi o criador do modelo de produção em massa em linha de montagem, ou seja, aquele em que os funcionários ficavam parado enquanto que o produto chegava a estes por uma esteira para que cada um realizasse um pequeno serviço, e assim otimizasse o tempo de produção com o menor custo possível.

Para se ter uma ideia de quão certo deu isso, as fábricas de Ford produziam um veículo completo a cada 98 minutos e cada carro custava em média 825 dólares (e chegou a 360!).

O objetivo era produzir cada vez mais carros e com um preço menor para que atendesse a toda uma população. E para quem pensa que Ford explorava seus funcionários para conseguir seus resultados engana-se. Ele foi um dos pioneiros a pensar no bem estar social de seus funcionários pagando o dobro dos salários da época e diminuindo as horas trabalhadas por dia, além do número de dias por semana.

Curtiu o artigo? Confira a parte 2: Revolução tecnológica. Se gostou não deixe de compartilhar com os amigos!

Até a próxima!

4 Comentários




  1. Em geral, o autor produziu uma abordagem positiva.Infelizmente, focou apenas nos aspectos positivos causados pela industrialização, evitando comentar os efeitos negativos oriundos principalmente das populações residentes no campo, agora fechados para atender aos interesses dos proprietários de terra em fornecer matéria-prima, notadamente para a indústria têxtil, provocando o êxodo rural em direção às cidades, com seus impactos negativos sobre nível de renda e, consequentemente, a qualidade de vida urbana.

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    1. Olá José! Nós agradecemos a interação com blog.

      Na minissérie especial sobre a evolução tecnológica, buscamos demonstrar de fato os pontos positivos que a tecnologia trouxe para todos nós, uma vez que sem ela, seria impossível estarmos interagindo, eu escrevendo os artigos e você lendo e comentando.

      É claro que durante o processo de industrialização houveram aspectos negativos, como sempre há em grandes mudanças estruturais da sociedade, porém acredito que os benefícios superam em larga escala qualquer impacto negativo, sendo os países europeus grandes exemplos de desenvolvimento social e econômico. Esperamos que, com o passar dos anos, mais países possam usufruir dos aspectos positivos que a tecnologia nos dá.

      Um forte abraço.

      Denis Ferreira
      Editor Chefe

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