Êxodo Rural – O que é? Como funciona?

Êxodo Rural – O que é? Como funciona?

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Desde os tempos mais primórdios, as primeiras civilizações mundiais iniciaram sua formação em pequenos agrupamentos que possuíam pouca tecnologia e meios básicos de sobrevivência, plantando e caçando para alimentar o grupo.

Com o passar do tempo e o desenvolvimento tecnológico houve grupos que se desenvolveram de forma mais rápido e exponencial, formando as grandes cidades da antiguidade. Deu-se assim, explicado de forma bem sucinta, o início de populações urbanas e rurais.

Para identificar causas e consequências destes movimentos sociais, vamos ao tema do artigo:

Êxodo Rural, a partida.

De forma resumida, Êxodo Rural é a migração, dentro do território de um país ou região, de um número elevado de pessoas partindo do campo rumo às cidades.

Em termos de tempo, elas geralmente ocorrem ao longo de poucas décadas, porém de forma intensa advindas de grandes fluxos migratórios decorrentes de mudanças socioespaciais causadas por circunstâncias positivas ou negativas.

Dentre os principais motivos dos grandes êxodos rurais, temos a melhora do nível de instrução dos moradores de zona rural partindo rumo às cidades em busca de melhores condições, falta de empregos nos campos devido à mecanização e busca de melhor remuneração nas cidades, busca de melhor qualidade de vida (infraestrutura, saúde, lazer, educação e etc.).

Dos pontos citados, ao longo da história mundial podemos destacar como grande motivo de diversos êxodos rurais o crescimento tecnológico aplicado nas plantações, como a mecanização da produção, a qual diminuiu fortemente a necessidade de um grande número de empregados como força de trabalho.

Com a menor quantidade de oferta de empregos, muitas famílias se viram na necessidade de emigrar para os centros urbanos em busca de trabalho.

A chegada às cidades.

O que se pode esperar de um grande número de pessoas chegando ao mesmo tempo em um único lugar, o qual estava acostumado com uma população menor do que a pós-fluxo migratório?

Como você deve ter imaginado, junto dos êxodos rurais é comum termos de forma substancial a piora de qualidade e condições nas grandes cidades, as quais receberam os novos moradores.

Com uma oferta em excesso de trabalhadores para um número reduzido de vagas de trabalho, surgem elevadas taxas de desemprego, cai o nível médio de qualidade de vida da população, surgem a construção de bairros periféricos às grandes cidades que posteriormente se tornam favelas e assim por diante.

Com a superpopulação dos centros urbanos, crescem também a taxa de marginalização da população que não tem acesso às condições de vida básica, iniciando ondas de crimes, prostituição, tráfico e etc., como forma de subsistência.

Somado aos problemas dos centros urbanos superpopulosos, temos também o crescente número de vagas de subemprego, onde empresas contratam funcionários com salários médios bem inferiores aos quais pagariam a um funcionário comum, devido a super oferta de mão de obra, ou ainda a migração de profissionais para vagas informais como ambulantes que realizam a venda de produtos contrabandeados, falsificados e etc..

O papel do governo.

No mais, quando uma cidade se vê em meio a um processo de fluxo migratório e/ou êxodo rural, o governo da região deve se preparar para aumentar o investimento em infraestrutura básica, como saúde e educação.

Com a crescente população de baixa renda sem condições de arcar com serviços privados e demandando serviços públicos, torna-se fácil a degradação na qualidade de atendimento de hospitais e escolas devido à superpopulação de enfermos nos leitos e de crianças e adolescentes nas salas de aula.

Deve-se ficar atento também à expansão das cidades satélites ou periféricas aos centros urbanos, as quais se formam com a falta de moradias, levando a população a residir em áreas de risco de desastres naturais (enchentes, deslizamentos, etc.) sem condições de infraestrutura como eletricidade e água encanada, o que pode desencadear surtos de infecções e doenças epidemiológicas que se alastrem para as demais regiões, tornando-se casos de calamidades públicas.

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