Lei da Utilidade marginal – O que é?

Lei da Utilidade marginal – O que é?

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Você conhece aquele velho ditado que diz que nós só damos valor as coisas quando não a temos mais? Pois é, aquele ditado que sua avó dizia é economia pura!

Neste artigo vamos conhecer a lei da utilidade marginal, uma lei utilizada mundialmente e que muitas vezes não nos damos conta dela!

Valor, quando tem menos eu quero mais.

O exemplo mais clássico que eu posso dar de cara para vocês é o clássico utilizado por economistas como Carl Menger, Leon Walras e Willian Jevons para descrever como nós, seres humanos, damos valor às coisas.

“O que você preferiria ganhar de presente? Uma garrafa cheia de água potável ou uma pedra de diamante?”

Não é preciso ser um adivinho ou profeta para saber qual foi a escolha de 99% de vocês leitores!

Todo mundo tende a preferir a pedra de diamante em vez de uma garrafa d´água. Mas por quê? A água é um bem essencial para nós e sem ela nós sucumbimos e morremos de sede e desidratados. Já o diamante, não passa de uma pedra bonita que pode ser utilizada de adorno.

Mas afinal, por que damos tanto valor a uma pedrinha enquanto que para a água, que é tão importante, nós não queremos nem saber? A resposta é fácil! Nós damos menos valor à água porque ela existe em maior quantidade!

É isso mesmo! Quanto menor é a quantidade de um determinado item, nós tendemos a supervalorizar seu valor simplesmente pela sua escassez. Isso acontece com outros materiais considerados preciosos como ouro, prata, seda, o diamante e o próprio dinheiro, que todo mundo quer e nem todo mundo alcança.

No caso da água, apesar de valiosa por conta de seu uso, nós não lhe damos a real importância pela quantidade enorme que temos disponível, ainda mais hoje em dia. Basta abrir a torneira de sua casa para saciar sua necessidade pela água.

No entanto, se formos para o meio de um deserto, por exemplo, e oferecermos a um viajante perdido um saco cheio de diamantes ou um copo d’água é mais do que certo que ele preferirá a água… novamente a escassez de determinado bem ou produto nos guiando na hora de consumir.

Essa lei é conhecida como a “lei da utilidade marginal decrescente”, ou seja, quanto maior for a disponibilidade, tão quanto menor será o valor dado a determinado bem ou produto.

Ela foi desenvolvida em conjunto pelos três diferentes economistas citados no começo do artigo, porém os três as desenvolveram em diferentes partes do mundo, sem que tivessem nenhum contato.

Esse efeito não ocorre somente no caso de materiais preciosos, mas sim em exemplos comuns ao nosso cotidiano. Imagine uma pessoa que viajará para um país muito frio. Para se aquecer, este viajante compra um casaco na loja pagando R$ 300,00. Como ainda sente um pouco de frio, ele vai à loja e compra um segundo casaco por R$ 250,00. Sentindo menos frio do que anteriormente, ele compra um outro casaco para se aquecer, desta vez pagando R$ 100,00. Se sentindo aquecido suficientemente, ele passa na frente de uma loja e visualiza um casaco por R$ 300,00, porém não o compra por achar que o casaco está caro.

Percebeu? Com o passar do tempo e a compra de mais casacos, como nosso viajante foi saciando sua necessidade de eliminar o frio, junto dela veio a menor necessidade de comprar casacos, fazendo-o pagar valores cada vez menores em suas roupas ao ponto que no quarto casaco ele não vê valor suficiente para pagar a quantia que pagou no primeiro casaco, quando estava congelando.

Um outro exemplo é o de quando queremos comer. A satisfação se dá até certo nível quando estamos nos alimentando, sendo que após um tempo a quantidade excessiva pode nos fazer mais mal do que nos saciar.

O ovo ou a galinha?

O que faz uma bola custar R$ 10,00 por exemplo? O custo de produção da bola ou o valor que as pessoas dão à bola?

Os economistas clássicos dizem que o que determina o preço de um produto é o seu custo de fabricação mais o lucro que o dono da empresa esperá lucrar. Já a nova corrente de pensamento marginalista nos diz que, na verdade, o que determina o preço de um produto ou bem é a disposição das pessoas a pagarem determinado valor.

Caso muitas pessoas enxerguem um carro novo que foi lançado sem valor suficiente para pagar R$ 30.000,00 por ele, a empresa terá duas opções:

a) Tentar convencer os consumidores que seu carro vale mesmo este preço.

b) Manejar sua produção para que seja possível vender o carro a um preço menor, diminuindo assim seus custos.

Seguindo a linha a) estamos mais voltados pros economistas clássicos enquanto a linha b) mais para os economistas marginalistas.

Valor, a gente quer o que a gente quer.

Todos os dias, a todo instante nós estamos realizando escolhas. Ao acordarmos para ir trabalhar escolhemos qual roupa vestiremos, na hora do almoço escolhemos qual prato comer, depois qual bebida tomar e assim por diante. E se você reparou, cada escolha remete a uma perda.

Como assim perda?

Pois bem, quando temos a opção de escolher uma bebida, no nosso caso um suco de laranja ou um copo de leite, nós devemos escolher entre elas. Se eu escolher o leite, eu perdi ou melhor, eu DEIXEI de tomar o suco e vive versa.

Nós escolhemos dentre as mais variadas opções aqueça que nos trará maior satisfação ou prazer, ou seja, nós escolhemos aquilo que nós acreditamos ser de maior valor para nós. Essa escala de valor é variável e cada um tem a sua, baseado em diversos pontos como cultura, valores pessoais, desejos, influência do meio em que vive e etc.

Quando avaliamos determinada escolha, colocamos em jogo aquilo que chamamos de custo de oportunidade, uma medida que nos ajuda a entender o que uma pessoa mensura para escolher determinado bem, frente às demais opções.

Essa teoria é bastante utilizada pelos investidores que desejam saber se ganharão mais dinheiro em determinada aplicação financeira frente as demais aplicações disponíveis no mercado como ações, LCIs, Debêntures, Poupança e etc.

Para saber mais sobre as necessidades humanas clique aqui.

Não deixe de conferir aqui também a teoria sobre oferta x demanda.

Então é isso, agora você conhece a lei que regula os preços de mercado e dá apetite aos consumidores, você pode ficar atento com as mudanças de mercado.

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Até a próxima!

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Graduado em Ciências Contábeis, possui MBA em Investment Banking e está agora iniciando seu mestrado em economia. Atualmente trabalha no mercado financeiro e escreve os blogs com o objetivo de ajudar as pessoas a conhecerem um pouco mais acerca do mundo econômico, contábil e administrativo e sobre tudo o que isto implica.

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