Segundo setor – o Mercado.

Segundo setor – o Mercado.

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Dando continuidade à série especial sobre os Três Setores da Economia, os quais compreendem o Estado, o Mercado e as Entidades da Sociedade Civil, vamos abordar no artigo de hoje o segundo setor: o Mercado.

Clique aqui para acessar o primeiro artigo comentando a respeito do primeiro setor. Após a leitura da parte 1 da série, vamos ao tema!

Segundo setor, o Mercado.

Como dito no primeiro artigo, o Estado é o primeiro setor da tríade de setores de uma economia, sendo ele responsável pela gestão dos ativos (essencialmente financeiros) de uma sociedade, realizando a tributação de um indivíduo A e repassando os recursos adquiridos aos indivíduos B, C e D, promovendo deste moto a justiça social.

No entanto, uma vez que o Estado não cria nenhum valor monetário por si só*, de onde vêm os recursos que ele administra quando subtrai os bens de um indivíduo e faz o repasse aos demais indivíduos que compõem uma sociedade?

*(quando dizemos que o Estado não cria valores monetários, não estamos nos referindo a impressão de moeda realizada pelo Conselho Monetário Nacional, e sim na criação de bens e valores como produtos, serviços e etc.).

A resposta para a pergunta acima é bastante simples: os recursos vêm do mercado privado.

A origem do segundo setor se deu há muito tempo atrás quando surgiu a necessidade do comércio entre as pessoas de uma mesma região, proporcionando que houvesse trocas de mercadorias com o objetivo da satisfação mútua de necessidades.

Nos dias de hoje, o segundo setor remete às empresas privadas que atual em nossa sociedade de forma produtiva, independentemente se esta realiza a venda de bens e produtos ou se presta algum serviço. Pela sua capacidade de criação de valor e de valores monetários, o segundo setor também é conhecido como setor produtivo.

Diferente do Estado, o mercado privado possui capacidade criativa para atender de forma rápida e adequada as diversas necessidades que nós possuímos, seja no quesito de transporte, comunicação, alimentação, segurança e muitos outros setores. O mercado, em suma, atende de forma mais rápida e eficiente os problemas das sociedades, ocupando muitas vezes o espaço que, de praxe, seria do setor público como saúde e educação privada, por exemplo.

Em países economicamente desenvolvidos, devido o fato de o mercado ser altamente qualificado e atender com qualidade as necessidades da população, o Estado também tende a se desenvolver, recolhendo sua parte em forma de tributos de forma eficiente e aplicando os recursos corrigindo as falhas de mercado.

As falhas de mercado.

O segundo setor, assim como os demais, não é perfeito em si, necessitando de complementos que o primeiro e o terceiro setor podem oferecer. De fato, o segundo setor possui diversos pontos falhos em sua estrutura, os quais são conhecidos como falhas de mercado.

As falhas de mercado são pontos em que o mercado não é 100% eficiente e com isso, este pode causar distorções na economia de determinada região, trazendo com isto malefícios aos cidadãos. Um famoso exemplo são os casos de monopólio, quando uma empresa domina determinado nicho de mercado, não havendo competição justa entre as demais concorrentes.

Em casos de monopólios, os consumidores podem ser prejudicados, seja com preços abusivos, baixa qualidade no produto/serviço ou outros pontos negativos que diminuam a experiência de quem os usufrui. Como corretor desta falha, surge então o primeiro setor (Estado) com suas entidades fiscalizadoras e reguladoras de mercado que atuam para prevenir que problemas, como os monopólios, aconteçam (nesse caso com o CADE).

Outras falhas de mercado referem-se à má distribuição de renda que pode ocorrer em determinadas regiões, onde estas são prejudicadas, seja socialmente ou geograficamente, trazendo piores condições à população local. Nestes casos, o Estado atua com a tributação de áreas mais desenvolvidas (como grandes capitais) e faz a redistribuição de renda, proporcionando condições igualitárias entre todos os cidadãos.

Primeiro e Segundo setores em harmonia.

Como dito acima, quando o segundo setor se desenvolve, o primeiro setor tende a acompanha-lo de forma eficiente, trazendo uma melhor harmonia entre a divisão de tarefas e poderes e beneficiando a população de determinada região.

No entanto, se é o primeiro setor quem se desenvolve e se sobrepõem sobre os outros, tendemos a ter um país com um Estado “grande demais” e intervencionista, o que na maioria das vezes, acaba ocasionando problemas para a população.

Além disso, um Estado autoritário abre margens para a corrupção e a intromissão do mercado privado diretamente na política, como foi visto recentemente nas eleições de 2014, onde grandes corporações realizaram “doações” milionárias aos candidatos a fim de comprar poder e opinião dos políticos, para que estes criem e trabalhem com políticas públicas que os favoreçam.

Tanto um Estado como um Mercado grandes demais, trazem desequilíbrio ao sistema econômico de um país e desarmonia entre os três setores existentes.

A situação ideal é aquela em que primeiro, segundo e terceiro setor coexistam e realizem suas funções com maestria e distribuídas proporcionalmente, trazendo bem estar a nós, cidadãos de um país.

Como complemente para entender como um Estado forte influencia a economia, clique aqui.

E se quiser acessar a terceira parte da minissérie especial clique aqui.

Se gostou do artigo de hoje, não deixe de compartilhar com os amigos!

Até a próxima.

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