O que torna um país corrupto?

O que torna um país corrupto?

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O Brasil como todos nós sabemos é um país extremamente corrupto. Pode até não ser o mais corrupto de todos, mas certamente disputa uma vaga entre os que estão nessa condição.

Mas, e se pararmos para pensar no assunto… o que torna um país corrupto?

A corrupção vem basicamente de duas vertentes:

a) A imoralidade: quando há um indivíduo que fere um compromisso social que todos nós acreditarmos ser errado, por exemplo, roubar, matar e etc.

b) Excesso de leis: quando se cria uma lei diferente para cada coisa, é muito mais fácil a população de um local infringir as novas leis, as vezes sem saber que está infringindo, ou porque para a maioria das pessoas, não há sentido em cumprir aquela lei.

Imagine que o governo crie uma lei que não possa usar sungas na praia. Essa lei não faz sentido na cabeça da maioria das pessoas, então é muito provável que todos nós burlaremos essa lei e caso exista um funcionário do governo que repreenda quem anda de sunga, nós subornaremos esse funcionário para poder continuarmos andando de sunga.

O vídeo que deixarei para vocês explica exatamente o que foi dito acima, demonstrando que quanto mais leis a se cumprir, menor é a sua taxa de efetividade:

O que vale mais? Leis que funcionem e todos respeitem ou leis que não consigam passar sua mensagem moral à sociedade?

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Até a próxima!

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Graduado em Ciências Contábeis, possui MBA em Investment Banking e está agora iniciando seu mestrado em economia. Atualmente trabalha no mercado financeiro e escreve os blogs com o objetivo de ajudar as pessoas a conhecerem um pouco mais acerca do mundo econômico, contábil e administrativo e sobre tudo o que isto implica.

2 COMMENTS

  1. Caro Denis,

    Não faz muito tempo que descobri seu “blog”, mas, definitivamente posso asseverar – em minha humilde opinião – que você produz um trabalho incrível aqui. Mas não é só isso que eu vim assentar. Quero na verdade complementar esta sua breve Filosofia, parafraseando um escritor que eu admiro muito, o Prof. Dr. Miguel Reale.

    Pois bem…
    “Encontramo-nos, agora, diante de um dos problemas mais difíceis e também dos mais belos da Filosofia Jurídica, o da diferença entre Moral e o Direito […] A teoria do “mínimo ético” consiste em dizer que o Direito representa apenas o mínimo de Moral declarado obrigatório para que a sociedade possa sobreviver. Como nem todos podem ou querem realizar de maneira espontânea as obrigações morais, é indispensável armar de força certos preceitos éticos, para que a sociedade não soçobre. […] Começamos por observar que fora da Moral existe o “imoral”, mas existe também o que é apenas “amoral”, ou indiferente à Moral. Uma regra de trânsito, como, por exemplo, aquela que exige que os veículos obedeçam à mão direita, é uma norma jurídica. Se amanhã, o legislador, obedecendo a imperativos técnicos, optar pela mão esquerda, poderá essa decisão influir no campo moral? Evidentemente que não.”

    À vista disso, fica aqui minha “breve” contribuição!

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